Luminária de parede Ipanema, com desenho em 3D, de peroba-do-campo e nogueira – Divulgação

RIO – Os olhos azuis da designer Gisela Bentes Simas são um mar de tranquilidade, mas sua personalidade, quanta diferença. Dinâmica, explica com paixão e uma torrente de palavras quais são os seus planos. Este ano, está sendo uma explosão: foi convidada a participar do Fuori Saloni, na Feira de Milão, a expor no Venice Design, em paralelo à Bienal de Veneza, a participar do leilão de uma poltrona de sua autoria em Paris e, last but not least, a exibir dez peças na London Design Week, em setembro, juntamente com Jader Almeida, Luiz Áquila e Julia Miranda.

— Sou fascinada por madeira, que, mesmo depois de cortada e transformada, continua viva — diz ela, acrescentando que a peça de que mais gosta é o lustre Norma, nome de sua mãe.

São oito cúpulas, representando ela própria e os sete irmãos.

— Ela dá luz e força à família — conta Gisela, que criou também a luminária de parede Ipanema, que parece uma escultura, feita de peroba-do-campo e nogueira.

Nascida em Petrópolis, a caçula da família começou como estilista aos 16 anos, formou-se em Letras e abriu uma loja multimarcas num casarão da cidade, comprando peroba-do-campo e pinho-de-riga de demolição, sem nem mesmo saber por quê. Tomou gosto e trocou a moda pelo design de interiores, cursando a Universidade Candido Mendes. Depois, radicada em Londres, onde vive desde 2009 com o marido e dois filhos, fez especialização na Central Saint Martins, uma das mais conhecidas escolas de design do mundo.

— Andando por Petrópolis, em 2004, vi um casebre com uma peça de Sergio Rodrigues. Intrigada, perguntei ao marceneiro que tipo de móveis fabricava. Ele voltou, mostrou um catálogo do designer e disse: “Tudo.” Era um dos que trabalhavam para Sergio — lembra.

Hoje, ele faz protótipos e trabalha exclusivamente para ela, que mantém um estúdio em Londres, o OPD (Original Practical Design). Suas peças, vendidas no Arquivo Contemporâneo, são produzidas na Elon Design e na Puntoluce, no Brasil, e na SPSS, em Portugal.

Fã do estilo escandinavo, Gisela acredita que, além de simples e belas, as peças devem ser utilitárias. E gosta de pensar que as suas são como pessoas, que a gente só conhece depois de conviver com elas.

— Depois de um tempo, e o tato é fundamental, o móvel vai se revelando — acredita a designer, que revela surpresas que surgem em algumas peças, como a mesa MV, que se abre no centro para acomodar louças e talheres.

Fonte:
O Globo

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